De vez em quando me perguntam como nasceu o CPHB.
Em 1994, quando me formei, não existia em Brasília nenhuma instituição que se dedicasse ao ensino específico de Abordagem Centrada na Pessoa ou de Psicologia Humanista, e nem mesmo alguma faculdade em que esse conteúdo fosse contemplado, além de poucas aulas avulsas nas disciplinas de Teorias da Personalidade ou Teorias e Técnicas em Psicologia.
Entretanto, no último semestre da faculdade, tive a grata oportunidade de ter um professor que tivera tal formação, e que passava “pílulas” de Abordagem Centrada na Pessoa durante as aulas dele. Encantada com o vigor e o entusiasmo que ele demonstrava nesse conteúdo específico, eu e mais alguns alunos solicitamos que criasse um curso de formação para nós.
Assim foi feito, mas após um ano e meio ele precisou se ausentar para fazer seu doutorado em outro lugar, o grupo se dispersou, e novamente Brasília ficou sem Abordagem Centrada na Pessoa, exceto por mim.
Naquele momento, percebi que eu tinha uma decisão a tomar: ou eu ia embora, para fazer um mestrado ou doutorado em outro lugar ou eu ficava aqui pra criar um pólo de psicologia humanista e ACP aqui no DF. E essa foi a minha decisão. Surgia a primeira semente do CPHB!
Em 1996 eu já dava aulas no CEUB – Centro Universitário de Brasíllia, onde lecionava as matérias de neurofisiologia e endocrinofisiologia.
O que aconteceu? O programa da disciplina tinha 16 unidades:
Neurônio, transmissão neuronal, neurotransmissores, estruturas cerebrais, etc. e de vez em quando, quando eu tinha oportunidade, eu soltava algumas pílulas sobre sabedoria organísmica, que é um conceito utilizado pelo Rogers na ACP, e dizia :- Gente, isso aí é unidade 17! O que eu queria dizer? Que aquilo não estava no programa mas que fazia parte de um outro conhecimento que ia além da própria fisiologia.
Até que Em 1997, falando sobre a 17a unidade do programa, um aluno me perguntou:
– Onde que eu aprendo isso?
E eu respondi:
– Isso se chama ACP – Abordagem Centrada na Pessoa, e eu tenho um grupo de estudo que estuda isso. Se vocês quiserem, podem vir na próxima reunião.